sexta-feira, 22 de junho de 2012

Amor Será Sempre Amor



Enquanto houver luar
Enquanto a luz brilhar
E o Sol tiver calor
Enquanto o sonho houver, o amor
É sempre o amor

Enquanto uma canção
Florir no coração
Um verso multicor
Enquanto um beijo houver, o amor
É sempre amor

O tempo passa
Tudo há de acabar
Desejos, glórias
Tudo findará
Somente o sonho azul dos namorados
Nunca morrerá

Enquanto houver ciúme
Enquanto houver perfume
Na vida de uma flor
Enquanto houver nós dois
É sempre o amor

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quarto Vazio





Meu quarto agora está vazio
Já não tenho mais retrato
Já não tenho mais edredom

Os meus tapetes foram lindos
Já não tem marcas de pés
Não recordam mais ninguém

O meu criado mudo
Já se esqueceu de tudo
Como tu te esqueceste também

E quando a chuva chove lá na rua
O asfalto se torna um espelho
Refletindo a imagem tua

Mas quando os carros passam
Desfazendo esta visão
Eu desperto pra verdade
Sofre mais meu coração.



Herivelto Martins

sábado, 16 de junho de 2012

Velho Pilão




Lá num canto, da fazenda abandonado,
Todo sujo, empoeirado, um pilão se pode ver.
É negro como a asa da Graúna,
Da mais dura Baraúna,
Que morreu pra ele então viver.

Na algazarra da cozinha ele ficava,
E tudo mundo aproveitava, pra socar milho e café,
E era nesse tempo de alegria,
Serviçal que noite e dia,
Trabalhava sem cessar com fé.

E agora, neste instante estou lembrando,
O progresso foi chegando,
E o pilão foi esquecido sim.
Coitado, ninguém mais se lembra dele,
E dá pena ver que ele,
Como um trapo chega ao fim.

Velho pilão sou eu, destino igual ao teu,
Tão enjeitado, abandonado sem ninguém.
Velho pilão eu sou, tão solitário estou,
Quando me invade, esta saudade do meu bem.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Se Tu Queres




Se tu queres uma lembrança de mim
Pede-me agora
Pois vou partir e pode ser que por aqui
Não volte nunca mais

Se tu queres uma lembrança de mim
Pede depressa
Pra que eu te deixe o coração
Que no meu peito não se cansa de chorar

Eu, sim, quero uma lembrança de ti, um doce beijo
Um beijo ardente como o sol
Que queime toda esta ansiedade de amor
Um beijo teu, um doce beijo
É uma lembrança que jamais esquecerei

Queria



Queria, que você fosse o meu último bem
Queria, que não houvesse nada mais além
Do dia, em que chegamos a nos pertencer
Queria, que nunca fosse preciso esquecer

Queria, a mesma crença do primeiro amor
Queria olhar a vida sem nenhum temor
Queria, ainda crer no que já não se crê
Queria, que o derradeiro amor fosse você

Queria bendizer o dia do primeiro encontro, do primeiro olhar
Queria que o tempo parasse e que nunca chegasse o dia de chorar
Queria versos de alegria sobre a melodia da nossa canção
Queria que você somente, fosse eternamente a minha oração 

terça-feira, 5 de junho de 2012

LUTO

Hoje meu blog é dedicado a uma pessoa que foi minha inspiração, uma pessoa que me deu tudo e me fez tudo que sou, uma pessoa que vai fazer muita falta. Faleceu esta tarde meu pai, Moacir Danei do Nascimento Zanotti, que mesmo com seus defeitos foi o maior homem que eu conheci na vida. Pai, onde você esteja, eu sempre vou lembrar de você, das broncas quando eu fazia algo errado, das risadas, das nossas serenatas, enfim, de tudo que você representou em minha vida. Fique com Deus e este seu filho nunca esquecerá o maior e melhor pai que alguém poderia ter tido.

OBS: Talvez eu fique uma ou duas semanas sem atualizar meu blog, afinal de contas, é muita coisa pra minha cabeça.



Moacir Danei do Nascimento Zanotti

*23.03.1956   +05.06.2012

domingo, 3 de junho de 2012

Atrás da Porta


 



Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei

E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho

Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua

Francis Hime e Chico Buarque

Soneto a Você II




Cansado de esperar
Uma mulher singular
Fui no meu pensamento fazer
Uma mulher que pudesse me agradar

Esculturando essa mulher fantasia
Dei-lhe a voz doce de Maria
A beleza de Bárbara
E a nobreza de Márcia

Vendo mais o que podia botar
Dei-lhe no sorriso a necessária malicia
E a pureza no seu belo olhar

Cheguei ao fim
E tinha diante de mim
Você, meu anjo querubim

sábado, 2 de junho de 2012

Errei... Erramos



Eu, na verdade, indiretamente
Sou culpado da tua infelicidade
Mas se eu for condenado
A tua consciência será meu advogado

Mas, evidentemente, eu devia
Ser encarcerado nas grades do seu coração
Porque se sou um criminoso
É também, nota bem
Que estás na mesma infração

Venha ao tribunal da minha consciência
Como réu confesso, pedi clemência
O meu erro é bem humano,
É um crime que não evitamos
Esse principio ninguém jamais destrói
Errei... erramos


Teu Bilhete



Hoje ao chegar achei,Teu bilhete dizendo assim,Não posso mais,cansei!Me perdoa,mais é o fim.
O abajur então,Em silêncio eu apaguei,Dentro da escuridão,Com vergonha de mim,chorei.
Mesmo a chorar por ti,A porta fui abrir,E aberta há de ficar,Sempre a te esperar.
E nesse dia amor,Quando chegares,viuQue a minha dor dormiu

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Erras-te



Tivestes tanto tempo pra errar
No entanto, foste errar no fim da vida
Pensavas talvez que fazendo o que fizeste
Buscavas felicidade,
Mas não tem tempo
De gozar este teu erro
Estás mais perto do castigo
Do que da felicidade

Podes passar pela rua onde eu passar
É com prazer que respirarei o mesmo ar
Não quero que desapareças de mim
Porque eu hei de viver
Pra assistir teu sofrer até o fim

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Êxtase




Eu quero envolver-te num abraço
Cingir esse teu corpo meu amor
Queimar-me no calor desse mormaço
Que vem do teu olhar ardente e abrasador

Eu quero que me negues o teu beijo
Ainda que morrendo de paixão
Assim será maior o meu desejo
Pois a recusa de um beijo acelera o coração

Eu quero que agindo como louca
Me faças crer que outra boca
Provou teus lábios sensuais
Para que eu num gemido, num queixume
Ferido pelo ciúme
Te enlace cada vez mais

E como faz na flor qualquer abelha
Sugarei tua boca vermelha
Num beijo espetacular
Depois quero ouvir-te desvairada
Dizer quase alucinada
Nunca mais vou te deixar

Cansei



Pensando como meu blog aumentar
Criando mais poemas para me alegrar
Percebi que a inspiração estou perdendo
Meu blog, quase ninguém está vendo

Vendo o que se podia fazer
Comecei a usar o filão sexual
Mas isso não diz o que quero ser
Um poeta que fala de amor
Na sua forma mais formal

Mas também vi que o filão do amor
Se esgota muito facilmente
Quando não fala de dor
Fala de uma realidade inexistente

Por fim percebi
Que se todos esse filões unir
Sai algo muito bom
Porque cansei de tentar os outros agradar
Agora vou fazer e manter meu blog
De um jeito que agrade apenas meu olhar
E o dos outros sonhadores que como eu
Procuram a essência do amar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Último Desejo




Nosso amor que eu não esqueço
E que teve seu começo 
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete
Sem retrato e sem bilhete
Sem luar, sem violão 
Perto de você me calo
Tudo penso, nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo 
Mas meu último desejo
Você não pode negar


Se alguma pessoa amiga 
Pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não
Diga que você me adora
Que você lamenta e chora 
A nossa separação

E às pessoas que detesto 
Diga sempre que eu não presto
Que o meu lar é um botequim
Que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim


Noel Rosa

terça-feira, 29 de maio de 2012

Soneto a Você



Você
Algo tão simples, tão singular
Algo que me faz crer
No sentido de amar

Você
Que é feita de luz
Algo que me seduz
Chama que o amor por mim conduz

Você, amor de carnaval
Que se estendeu por toda minha vida
Me dando na hora da dor guarita

Você, como sempre faz assim
Sem pedir nada pra mim
Tudo consegue por fim

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Vale em Flor



O vale em flor
Lugar onde mora o mais puro amor
Melhor lugar do mundo suponho
La tudo é realidade, mas existe muito sonho

Alguns não sabem
Onde procurar
Outros o vale conhecem
E lá visitam para amar

Mas apenas visitam
Pois ninguém consegue lá se manter
O vento da solidão os derrubam
Nas rochas da lembrança ficam a bater

O vale em flor
Lugar onde mora o amor
Fica logo ali
Dentro dos corações
Esquina da Rua dos Sonhos com a Avenida das Desilusões

domingo, 27 de maio de 2012

Soneto a Indecisão



Te dei meu coração, te dei meu amor
Tudo queria de você
Te dei meu corpo, razões para amar
E você não consegue entender

Tudo que esperei no entanto foi em vão
Mesmo tendo seu coração
Percebi que você não sabe o que quer
Tem um lado criança e um lado mulher

Você me atiça, me faz acender
Nessa guerra de braço sem fim
Você tem que entender

Amor não é só sexo
Mas sexo faz parte do amor
Minha princesa, minha flor

Pensar Sobre a Vida



Tudo que faz bem na vida aquece
Tudo que faz bem na vida enlouquece
Todo o amor da vida nos estremesse
Todo erro da vida, cair se merece

A vida quando vivida com emoção
Cria uma especie de orgulho na gente
Um tesão
Que faz nos faz seguir em frente

Por fim, nesse pensar sobre a vida
Termino assim
Tudo se deve fazer moderadamente
Assim, não sei se é grande coisa
Mas darás orgulho pra todo mundo, inclusive pra mim

Nunca




Nunca!

Nem que o mundo caia sobre mim,
Nem se Deus mandar,
Nem mesmo assim,
As pazes contigo eu farei.



Nunca!

Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei.



Saudade,

Diga a essa moça, por favor,
Como foi sincero o meu amor,
Quanto eu lhe adorei
Tempos atrás.



Saudade,

Não se esqueça também de dizer
Que é você quem me faz adormecer
Pra que eu viva em paz.





Lupicinio Rodrigues

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Feitiço Espanhol



Ela chegou quando tocava triste a viola
Era morena e bonita
Era meiga e espanhola
Tinha os olhos cor da noite
E os lábios cor de cereja
Seu rosto era uma beleza
E a tarde já não tinha tristeza

Quando a viu naquele gramado
Aquele menino ao seu lado
Cheio de esperança ficou logo apaixonado
Um dia se decidiu
Ela tem sido meu mau
Vou dizer que a quero muito
Vou declarar-me afinal

E foi á sua casa já era noite
Inquieto, meio arredio
Mas ao chegar na sua casa
Chorou por tudo que viu
Ela havia partido
E seu quarto estava vazio

Saudade ficou com ele
Lembranças ficaram com a saudade
Saudades da noite amiga
E nas ruas da cidade
De noite o pobre rapaz quando escuta a viola
Chora desesperado, seu pranto ninguém consola

Felicidade



Felicidade é cobertor em noite fria
É viver em harmonia
É ter amor e alegria

Felicidade na realidade
É olhar a humanidade
E ver que ainda há jeito
Dos sonhos se tornarem realidade



Co-autoria de Nikolas Melo

Soneto do Amor a Distância



No telefone me disseste tanta coisa
Desde te amo, até me esqueça
Mas o importante é que não esqueci
E você ainda faz parte de minha cabeça

No telefone nossa história toda se passou
Eram dias que não podíamos nos ver
Mas o telefone não deixava eu
De ti esquecer

Até que pelo telefone
Nossa história chegou ao fim
Pelo telefone não tiveste pena de mim

Com o fio do telefone
Nossa história chegará de vez ao fim
Até você ler esse poema, já dei cabo do telefone, e de mim

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Adeus Calopsita...



Refletir... faço de vez em quando, e ultimamente tenho me visto frequentemente nesta situação. Tenho muito tempo para pensar agora, e tem sido a única coisa que tenho feito. Pensar em ti, mesmo a milhas de distância, porque a tua ausência não permita que eu faça mais nada. Sabe, às vezes eu penso que se eu tivesse feito algumas coisas diferentes, nossa situação estaria impecável... Talvez se eu não fosse tão impulsivo, tão sonhador, as coisas estariam no lugar.
E entre estas coisas, o meu mundo também. Mas acredite ou não, se eu realmente tivesse oportunidade, não mudaria nada, afinal uns desses meus erros me levaram a ti. Outro erro meu é insistir em falar de uma história que jamais vingaria, nós dois sabemos que eu não sou o que você precisa, ou quer, e, portanto, aqui deixo minhas últimas palavras dedicadas a ti. Eu sei que se eu permanecer aqui, permanecerei somente no teu caminho, e impedir a tua felicidade é como impedir a minha vida.
Juro que eu nunca esperei muita coisa de nós, afinal a probabilidade delas acontecerem eram tão baixar quanto às de sentires por mim o que eu sinto em relação ti. Não sei como colocar isto em palavras, confesso que mal sei o que dizer, mas eu realmente espero que entendas: eu sou louco por ti, Calopsita. Tu tens algo que me estremece, me vira do avesso, me faz flutuar... Fico paralisado, completamente sem ação, olhando para um ponto fixo mal conseguindo respirar, afogado em lágrimas de amargura e solidão. Estou frio, sinto o meu amor me fazendo morrer lentamente, corroendo os últimos sorrisos que restaram. Desaprendi a não pensar nos último momentos em que a vejo durante a tarde, e dentre todos, o mais triste; fico imaginando quinhentas possibilidades completamente diferentes, e caio dos sonhos quando percebo que isto sempre acontecerá de longe.
Como eu disse, acontecerá, mas apenas de longe, acontecendo pra mim e não para você. E aqui te deixo o meu adeus. Adeus dos meus sonhos, dos meus pensamentos, da minha vida. Adeus de tudo, entendes? Tu não és capaz de me fazer sorrir novamente, reviver-te não me faz bem. Rasguei as lembranças que me dilaceram pouco a pouco, e pretendo me levantar agora. Levantar do muito que já caí. Não pense que não fora sincero, encare apenas como um sonho... Um sonho meu, de criança ingênua que aprendeu o que é amar e não o que é ser amado. Apenas... Bom, apenas esqueça tudo.
Assim como eu farei, ou ao menos tentarei. Só não esqueças, que um dia eu precisei de ti, e queria dar-te todo o meu amor; e este, você não quis. Assim como fez com o restante dos meus sentimentos, sim te entendo, você não está preparada e também não sou um homem que pode lhe oferecer muita coisa além de meu amor e de todo o carinho que um ser humano pode depositar em cima de algo que deseje, mas me entenda, depositar todo meu amor, o amor que guardei, em cima de você, é muito amor jogado fora.
Ao menos que um dia por ventura você venha a me ver com outros olhos, eu terei chances de me levantar, pois só você me pode estender a mão, mas se não for por amor, me deixe aqui no chão. A quem estou enganando, se não for por amor não diga nada, mesmo que for só por pena, eu estarei aqui pro resto de meus dias a sua espera. Pode ser prepotência de minha parte falar algo tão definitivo, mas enfim, até segundo momento... Adeus, Calopsita.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pecado de Mulher






Não posso nem dizer
Que foi um prazer
Você ter voltado
Dizendo que sem mim não iriá sobreviver

Quando partiu deixei bem claro
Quando a flor da primavera murchar
Não venha atrás do meu orvalho
Mas mesmo assim você voltou
Mas devo dizer que minha paixão terminou

Chorei, sofri
Me enganei, me iludi
A vida me mostrou que ela não vale "um mirrér"
Me ensinou a viver sem esse pecado de mulher
Hoje sei que a vida é mais bela
Sem sua ingratidão tapando o sol da minha janela

Hoje quer voltar
Não te darei meu carinho
Se for para ter uma mulher falsa
Prefiro mesmo é morrer sozinho

Estrela de Bastidor




Quando o desejo invade, sem fazer alarde
Da minha solidão
Encontra companhia,
Vesti a fantasia da ilusão
Me enfeito com as estrelas
Me banho com perfume, embriaga a dor
O palco se ilumina, mas encerram-se as cortinas
O sonho acabou


Vida
Porque não mudas o enredo
E desvendas de uma vez
Os teus loucos segredos


Chega
Sofro demais por ser assim,
Me devolva a esperança
Eu preciso brilhar
Nem que seja pra mim.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Soneto da Amargura





Foi correndo pela vida
Tentando algo encontrar
Esse algo não achei
Hoje vivo a chorar


Foi tentando falar mentiras para conceguir verdades
Que cheguei ao fundo do poço
Praticando minhas ruindades
Não sou mais aquele alegre moço


A vida parou
Aquele velho amigo me deixou
Minha paixão desmoronou


Hoje estou em um cais
Onde há uma eterna calmaria
E não aguento mais viver em paz sem companhia

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Importancia

Eu pensei que representa-se mais para você
Mas qualquer um é mais importante
Como se pode vê
Na vida se faz escolhas, todos tem que as fazer
No momento a minha é deixar você

Você foi meu sol nas tardes de escuridão
Mas pra você não representei
Nem um grão de areia na imensidão
Vou deixar-te agora é tarde

Palavras lindas não adiantam
E o porque que você me perdeu
É que qualquer um é para você
Mais importante que eu

Alegria de Amar






Amar quero amar
Porque o amor
Me faz tão feliz
Achei quem me quis
Quero amar com sinceridade
Eu hei de ter a felicidade

Amar é querer
Querer é poder
Eu amo, quero bem
Só seu amor me convém
Só agora estou satisfeito
Que alegria sinto no peito
Amar quero amar



Moacyr Franco

domingo, 20 de maio de 2012

Amor, a Mentira Que Nos Faz Crer na Verdade


   Chega, chega de melo dramatismo. Vamos comemorar. Mas comemorar o que? Em um mundo onde todos agem com frieza em relação ao amor. Quem poderá dizer que o amor existe se não fazemos esforço pra provar isso? Hoje contesto firmemente, amor não existe. E é por isso que aqui choro agora, a aquela que um dia disse que amo, a aquela que um dia também disse que me amava, quando esse dia foi ontem, sendo que hoje estás falando que não tem motivo para correr atrás, que a felicidade vai e vem, e que ainda haverá muitos. A aquela que disse que faria sacrifício para me ter e hoje diz que não se importa mais. 
      Enferrujou. Amor, como provar a existência de um sentimento que é enganado todos os dias? Somos enganados com palavras, e nos resta culpa. Culpa, de acreditar nele, culpa de acreditar nas palavras, culpa de falar essas palavras, pois afinal, também disse que há amava e aqui estou eu, agora, dizendo que amor não existe, então como pude um dia dizer: eu te amo. Amor? A aquelas? 
      As mães que abandonam filhos em lixeiras, aos homens que matam mulheres por ciúmes, a melhores amigas que arrancam cabelos umas das outras por homens, a pais que botam seus filhos drogados na rua em vez de clínicas, a aqueles que um dia se importaram conosco e hoje cospem nas nossas caras, rindo. Mas e o real motivo?
      Estar aqui duvidando do amor, por um namoro que começou ontem e acabou hoje, que disse que te amava e agora diz que tanto faz. Será, amor estar chorando pela falta que ela lhe faz? Será amor, estar procurando razão pra acordar rindo amanhã como se nada tivesse acontecido, mas não conseguindo? Será amor deixar escapar um sorriso no canto da boca, por saber que se ele ficará melhor assim, por ti tudo bem?