quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ajuda-me SENHOR!


“Eu mesmo, quando fui ter convosco, irmãos, não foi com o prestígio da palavra ou da
sabedoria que vim anunciar-vos o mistério de Deus. Pois resolvi nada saber entre vós a
não ser Jesus Cristo e Jesus Crucificado. Por isso estive diante de vós fraco, receoso e
todo trêmulo; a minha palavra e a minha pregação nada tinham dos discursos persuasivos
da sabedoria, mas eram uma demostração feita pelo poder do Espírito, a fim de que a
vossa fé não se fundasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Coríntios
2,1-5).

Muito tarde, Senhor, para calares, Tu falaste demais. Muito tarde para te renderes, combateste demais. Além disso não foste sensato, avançaste demais, e isso tinha que acontecer, tinha de acontecer. Chamaste de raça de víboras a muita gente, disseste-lhe que o seu coração era um túmulo sombrio sob belas aparências.

Beijaste os leprosos que caíam de podres e a estrangeiros vulgares dirigiste a palavra abertamente, à luz do sol. Comeste à mesa de pecadores notórios e disseste que as meretrizes, errando pelas ruas, seriam as primeiras a entrar no paraíso. Estavas bem entre os pobres, os imundos, os aleijados.

Foste um péssimo cumpridor dos regulamentos religiosos atuais, pois quiseste até interpretar a Lei e reduzi-la a um mandamento só : AMAR. E agora eles vingam-se, tramaram contra Ti, apelaram para as autoridades. E elas vão tomar providências. SERÁS CRUCIFICADO.

Bem sei, Senhor, que se eu tentar viver mais ou menos desse modo serei condenado. Tenho medo, já me apontam o dedo. Alguns sorriem, outros fazem graça, uns tantos chocam-se, e alguns dos meus amigos não tardarão a trair-me. Tenho medo de parar no meio do caminho. Tenho medo de escutar a sabedoria dos homens que murmura: "É preciso avançar devagarinho, nem tudo se há-de tomar ao pé da letra, é bem melhor acomodar-se com o inimigo". E, no entanto, Senhor, sei que TU ÉS QUEM TEM RAZÃO.

Ajuda-me a lutar!
Ajuda-me a falar!
Ajuda-me a viver o teu evangelho!
Até ao fim!
Até a loucura!
A loucura da Cruz!

domingo, 22 de setembro de 2013

Um grito de liberdade: O Bêbado e a Equilibrista



Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil.
Meu Brasil...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...


Aldir Blanc e João Bosco

sábado, 21 de setembro de 2013

Apenas penso...



Hoje sozinho na claridade de meu quarto
Pelas luzes que não deixo serem apagadas
Percebo o tempo que perdi
Pensando que era uma coisa, mas era um nada

Se eu pudesse voltar no tempo simples
Onde minha maior alegria era olhar televisão
A realidade falsa que eu criei
Faria mais sentido

Mas não se pode voltar então fico assim
Rindo pra quatro cantos até alguém gostar de mim
Preso na realidade vazia que eu criei
Não sei porque penso assim
Apenas penso...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Águas de março



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, caminho
Resto, toco, pouco, sozinho
Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração


Tom Jobim e Vinicius de Moraes

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Boneca de pilha

Certa vez uma mulher muito desejada
Conheceu um homem que lhe fez sorrir
João e Maria eram seus nomes
Que decidiram juntos a vida seguir

Maria tinha um sonho
E a vida fazia que sempre esperasse
Que João lhe pedi-se com todo o carinho
Que com ele casa-se

Um dia Maria ficou toda esperançosa
Era o aniversário daquela moça
João chegou a sorrir com um embrulho na mão
Uma boneca de pilha que ela fez rolar pela escada
E se quebrar no chão

João desesperado pelo impulso de Maria
Sem esperar aquilo correu com aflição
Tropeçou na escada e saiu a rolar
Até chegar sem vida ao seu final

Maria chorando desesperada
Com aflição desceu aquela escada
Mas nada podia fazer
A morte já tinha feito seu derradeiro mau

Pegou os pedaços daquela boneca
E viu que ela tinha duas alianças na mão
E quando apertou a boneca
Ouviu aquele derradeiro pedido
“Maria, quer casar comigo?”

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tu não voltarás...

Que me adianta esperar nascer o sol
Se há dentro de mim um vento frio
Canto em vão a dor antiga
De uma velha canção nunca esquecida
É a mesma que um dia nos uniu
Pelas praias distantes deste velho país
Hoje o outono ao deixar cair as folhas
Me lembra que na vida só uma vez se é feliz
 
Porque não esqueço essa canção?
Será porquê tanto te amei
Te vejo sob a luz da vela, embaçada, na janela
Pelo pranto que chorei
 
Porque não esqueço essa canção
Se o rio que vai não volta mais
E esta saudade já doente, dançando em minha mente
Repete: Nunca mais
 
Não é o medo da morte que me assusta
As vezes é pior seguir vivendo
Nem a dor, nem teu adeus, nem o castigo
Só sinto nesta noite não estar contigo
Mas a chama se apaga com o vento
E o vulto se perde no céu cinzento
Entre as sombras eu fico a te esperar
Mas a canção me diz que tu não voltarás

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Boneca

 
 
 
Figura tão fina
Que não combina comigo
Voz meio rouca que prefere me chamar
Apenas de amigo
Boca que eu persigo
E não alcanço
Meu rompante doido
Meu delírio manso
 
Boneca que me enche a cabeça de mentiras
E depois delira de verdade nos meus braços
Som do meu espaço, luz do meu silêncio
Orgulho humilde deste meu fracasso

domingo, 8 de setembro de 2013

10 Regras para uma amizade duradoura

1ª - Não confie em alguém que não come carne, pessoas que não comem carne tem sérias tendencias de picos de humor.

2ª - Não confie em alguém que diz que nunca bebeu em sua vida (provavelmente estará mentindo).

3ª - Não se envolva com inimigos de seus amigos.

4ª - Se te convidarem para algo não exite em dar uma resposta concreta SIM ou NÃO, o "Não sei" ou o "Talvez" não podem constar no vocabulário de um bom amigo.

5ª - Se possível sempre demonstre ao seu amigo, que ele é além de uma mera amizade, demonstre que ele é como um irmão para você.

6ª - Uma amizade verdadeira não tem preconceitos, de raça, cor , religião ou opção política e sexual.

7ª - Nunca, nunca atrapalhe uma possível relação do seu amigo ou amiga.

8ª - Dinheiro nunca deve ser colocado antes da amizade, se você tem condições compartilhe-o da melhor forma possível com o seu amigo.

9ª - As vezes seu amigo fará e falará besteiras, cabe a você saber distinguir quais são dignas de um puxão de orelha e quais são aquelas que você deve entrar de cabeça com ele.

10ª - Uma amizade verdadeira não segue regras! Uma amizade duradoura não é o mesmo que uma verdadeira amizade.


Todos os direitos sobre a obra reservados a seu autor César Henrique Pereira.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Brasil, redescobrindo sua história para caminhar no futuro

O Brasil sempre foi um país em busca da democracia, isso é um fato que ocorre desde os primórdios do Brasil colônia de Portugal, como quando o português Dom Pedro I gritou as margens do riacho Ipiranga: “Independência ou morte!”. Nos anos seguintes, o país livre de Portugal, mas preso a uma monarquia não democrática, o povo volta as ruas em 15 de novembro de 1889, dessa vez representado pelo Marechal Deodoro da Fonseca que cria então os Estados Unidos do Brasil.

O tempo sempre passando, a então república formada em 1889, conhecida como Café com Leite pois os presidentes eleitos eram em sua quase totalidade dos estados de São Paulo e Minas Gerais, cai diante da ditadura de Getúlio Vargas, que dura 15 anos, de 1930 a 1945. Mesmo não sendo uma forma democrática de governo, o povo tem avanços nesse período, como a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas, e o voto feminino, sendo que até então só homens votavam.

Getúlio cai, vem Eurico Gaspar Dutra em 1945. Em 1950, Getúlio volta, dessa vez democraticamente, mas se mata em 1954. Vem Juscelino Kubitschek em 1956, constrói Brasília. Vem Jânio Quadros em 1960, fica 7 meses no cargo e renuncia. Toma posse o vice-presidente João Goulart, que ao tentar fazer as reformas de base, é deposto por um golpe militar em abril de 1964.

A ditadura de 1964 foi o período mais negro da história do Brasil. Foi quando tentaram calar a voz do povo brasileiro. Não se podia exercer direitos de cidadão nascidos em nossa pátria mãe gentil. Expressar opinião era considerado crime. Se era preso, torturado e na maioria das vezes morto. O povo fez tanta pressão e, exercendo seus deveres e sua voz, a abertura política é feita a partir da lei da Anistia em 1979. A partir dai, tivemos outra constituição, vários planos econômicos, até um presidente da República foi derrubado, pelo povo, democraticamente.


O povo brasileiro, que passou por todas essas provações, hoje em dia, esquece-se da sua história e entra em uma zona de conforto que não diz respeito a nada do que outrora foi. Se sai ás ruas para protestar, mas quando se sai, é feito vandalizações com o patrimônio público e privado, por minorias que acabam se sobressaindo em cima da maioria pacífica, que não traz em nada o espírito da luta dos anos já passados. Está na hora de o país acordar, rever sua história gloriosa e ver que o melhor modo de sair dessa zona de conforto é levantar sua voz, democraticamente, e exercer seus deveres de cidadãos, sem vandalismo. E, para terminar de um modo bem brasileiro, como diria o samba de Assis Valente “Brasil Pandeiro”, com uma leve adaptação: “Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor... Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros, que nós queremos voltar em ti acreditar!”

OBS: Texto feito em março de 2013, antes da onda de protestos pacíficos que tomou conta de todo o país.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Rodar

Tempo alegre de menino
Cheio de sonho e ilusão
Acreditava na vida
Ria e jogava pião
Mas tu foste no meu destino
Um brinquedo multicor
A minha ilusão perdida
Um lindo sonho de amor

O pião corre assim na calçada
A rodar
Eu invejo a feliz garotada
A salvar, a cantar, a brincar
O destino puxou a ferida
Desse pobre romance de amor
Hoje eu fico tristonho a chorar
E tu segues na vida
A rodar

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mensagem

Re-li a tua mensagem amargurada
Mensageira da tragédia que viveste
Cada linha
Pelas lágrimas nos meus olhos embaçada
Refletia os dissabores que sofreste

Recebi
As tuas mensagens e chorei tanto
Me odiando
Pela dor que te causei
Me odiando
Pelas horas do teu pranto
Pelas súplicas
De amor que te neguei

Eu te juro
O desabafo, assim me obriga
Foram tramas
Que feriram-me de dor
Insensatos
Que acenderam toda intriga num desejo
De matar o nosso amor

Tua carta
Agora aperto junto ao peito
Onde sofre
Arrependido um coração
Implorando
Não lhe negues o direito
De feliz viver, ao sol do teu perdão

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Casa da colina



Quem passar perto daquela colina
Há de ver
Uma casa branca e pequenina
Coberta de arbustos
Em completo abandono

Dirá consigo:
Será que não tem dono?
Dono tem e o dono dela sou eu
Se vive fechada é por que
O meu amor morreu

Apesar de abandonada
Não vendo, nem troco e não dou
Por que ela é a recordação
De um sonho que passou

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Teu nome é mulher



Ó viva encarnação
Do eterno amor universal
Visão de mil pelejas
Entre o bem e o mal
Às vezes verdadeiro inferno
Trazes num sorriso

Viva encarnação 
Do beijo quente, sensual
Imagem do pecado original
Tu é ventura e desventuura
Presença e despedida
É ponto e contraponto
É a própria vida

Fogaréu em cenas de ciúme
Também é luar e é perfume
Lago azul onde desliza
Um cisne erradio
Tu é também fremente mar bravio
Vendaval de uma fúria peregrina

Tu é também a brisa matutina
Demônio angelical eu sei
Melhor que outro qualquer
Poema imortal, teu nome é mulher

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sombra da estrada



Não pede para parar
Quando eu insisto que te amo
Não pede para parar
Minha saudade está com fome
Pecado se acabar
Que pena que amanhã seremos ontem

Me chamam de você
Quando eu declamo na calçada
E eu gosto de ser seu
De ser você
De ser nada...
...sou a sombra que você
Carrega distraída
Pela estrada

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bronzes e Cristais

Se alguém contar pelos dedos
Quantas alegrias provou
Pensará que foram brinquedos
Que criança má, o tempo quebrou

Quem seguir a senda florida
Onde o bem se esquece do mal
Verá que há contrastes na vida
Feitos de bronze e cristal

Bronze é a tristeza
Que implora um novo dia
Um clarão da aurora
Cristal sorrisos, luz da certeza
Tormento e paz
São bronzes e cristais

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Reviravolta no caso da família de PMs de São Paulo

Agora dizem que existe a possibilidade do crime cometido ter sido uma espécie de vingança, retaliação sofrida pela família de PMs em São Paulo.
O que a mídia passou recentemente é que a mãe do menino teria a tempos atrás denunciado alguns colegas da PM que estariam envolvidos em um tipo de "ESQUEMA", e que os mesmos poderiam ter sido os autores do crime.

Enfim a mídia mais uma vez divulga um clichê quando se trata de assassinato de PMs...VINGANÇA, RETALIAÇÃO. 
A mim não restam dúvidas de que o menino cometeu o crime, confesso que não tenho mínima ideia do real motivo. Mas também tenho certeza de que não seja influência dos jogos dos quais ele jogava.

Até porque se assim fosse, boa parte da galera dos anos 90 hoje trabalharia como encanador, afinal o game mais popular da época foi "Super Mario World" no qual o protagonista é um encanador que se encontra no "Reino dos Cogumelos".

OBS: Se jogos eletrônicos são grandes influenciadores da violência, qual seria o game que influenciou o casal Nardoni a assassinar com tantos resquícios de crueldade a menina Isabela?


Todos os direitos sobre a obra reservados a seu autor César Henrique Pereira

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ainda Não Aprendi a Dizer Adeus




Escrevo sob o impacto da notícia da morte da minha mais querida amiga. E cara leitora, eu ainda não aprendi a dizer adeus. Se divido com você esse momento dificílimo é porque acredito em sua generosidade de compreender a dor alheia e, por mais que acreditemos em Deus, o luto é necessário. É preciso purgar toda a dor para continuarmos existindo. Mais tristes, mais solitários, mas também mais fortes.

Leonardo, o cantor, também dizia dia desses na TV que ele precisava aprender a dizer adeus. E eu pergunto: quem consegue fazer isso? Nunca mais a pessoa entrará em casa com sua alegria contagiante, sincera, aberta, franca, a irmã de todos os momentos, que não poupava palavras duras quando você errava e que era só doçura quando você acertava. Minha amiga não morreu, como dizia o poeta português Fernando Pessoa, ela ficou encantada.

Cara leitora, vivo muito isolada. Foi uma opção minha. Não sou infeliz ou fora do mundo. Acompanho o movimento da humanidade com atenção porque meu tempo é hoje, porque ainda estou viva. Mas com imensa dor eu me despeço da amiga que me acompanhou por metade da minha vida. E agradeço a Deus a graça de ter podido viver muitos anos junto como vizinha, colega de trabalho e verdadeiramente uma irmã, não de sangue, mas na legitimidade da alma. Estou profundamente triste e cansada de abrir mão, deixar partir, perder pessoas que amo. Só eu sobrevivi aos meus amigos. Cara leitora, obrigada pelo ombro amigo para essa pessoa que ainda não aprendeu a dizer adeus.


Xênia Bier

Denovo: A Culpa é dos Jogos Eletrônicos




Depois de ver a notícia do menino que assassinou toda família e depois cometeu suicídio em São Paulo, observei que mais uma vez a mídia encontrou a solução mágica para o caso. 

"A culpa era do jogo violento que o menino jogava."

Sim, quando a culpa não é do BULLYING sofrido pelo autor da atrocidade, a mesma recai sobre os jogos eletrônicos dos quais ele joga. Até porque é óbvio isso, todos que jogam jogos violentos tendem a ser violentos na vida real, e tendem a repetir os atos cometidos no mundo virtual.
Porque a culpa como sabemos, nunca é de uma família desestruturada, onde pai e mãe não dão carinho ao filho, onde irmãos vivem uma eterna disputa pela atenção dos pais... a culpa nunca é de uma sociedade que presa pela violência e falta de moral acima de qualquer coisa... a culpa nunca é de um governo falído que antes mesmo de preocupar-se em encontrar modos de preservar a vida preucupa-se em tira-la a exemplo da lei do aborto aprovada recentemente.

Dizem que o menino jogava o game "Assassins Creed" no qual um assassino em série mata toda sua família, amigos, vizinhos desconhecidos e outros inocentes e ao final do game comete suicídio.
Perfeito vocês descreveram com perfeição o que desencadeou tamanho e orripilante ato d eviolência por parte dessa criança....
PENA QUE NÃO PASSAM DE MENTIRAS E FALÁCEAS!

Primeiro: O game "Assassins Creed" não se trata do que a mídia fala, e sim de uma guerra que transcende o tempo entre um "Grupo de Assassinato" e "Templários". Onde o tal grupo de assassinato tenta impedir os templários de instaurar uma "Nova Ordem Mundial". Claro que isso não muda o fato de o game ser violento, porém derruba toda a tese de que o game teria sido a máxima influência para o ato de violência cometido.

Segundo: No muindo todo pessoas de todas as idades jogam games do gênero, muitos jogam games muito mais violentos e com histórias muito mais "INFLUENCIADORAS" do que a de "Assassins Creed". Se fosse o caso de games violentos influenciarem negativamente as pessoas, sem duvida alguma teriamos muito mais casos do tipo por todo o globo terrestre... e vou além , creio até mesmo que hoje estariamos vivendo a 3ª guerra mundial devido tamanha influência que dizem que esses jogos exercem.

Terceiro: Eu mesmo jogo vídeo games desde os 3 anos de idade, claro que naquela época não existiam jogos de violência tão bem bolados como os que vemos hoje... mas existiam. 
Cresci nesse universo dos games, e boa parte da minha vida foi dedicada a jogar games de tiro, de crimes, de criaturas sangrentas enfim jogos violentos dos mais variados tipos, e nem por isso me torneio um maniaco sóciopata.

A verdade de tudo isso é que a mídia em busca de explicações para atrocidades como esta, sempre se apega nos mesmos padrões e motívos. E a grande massa desprovida de informação e de conhecimento de determinado assunto acaba engolindo o que a mídia vomita em sua boca. 
Não se precisa buscar explicação para algo tão óbvio, o motivo de se tomar atitudes como esta esta estampado no coração de cada ser humano, com uma palavra que todos nós carregamos dentro de nós nem que seja um pouquinho.
MALDADE, porque sim nós humanos fomos criados para sermos SANTOS e PUROS...
mas infelizmente temos uma tendência forte em praticar o MAL.

Hoje só o que posso fazer é orar pela alma destas pessoas vítimas da maldade do coração humano...


Todos os direitos sobre a obra reservados a seu autor César Henrique Pereira

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Além da Existência

Além da existência
Por sobre as imagens
À margem da vida
Há o sonho

Atrás dos espelhos
De baixo das pedras
No fundo das dores
Há o sonho

No sangue em manchete
Na selva das ruas
Na sela em meu quarto
Eu sonho, meu sonho

Meu sonho nos leva ao além
Nos cobre de estrelas
No colo da nuvem
Amamos

No colo da nuvem
Amamos
Além
Além da existência

domingo, 4 de agosto de 2013

Passo a Passo Para Seu Olhar



Não importa
Que a vida pare um instante
Que você viva distante
Que a noite custe a passar

Não importa
Eu sei fazer meu caminho
Eu sei chegar de mansinho
Pra não ver você chorar

Vou sozinho
Rodando pelas madrugadas
Perdido em tantas estradas
Que me ensinaram a chegar

Mas não chore
Que eu vou chegar passo a passo
Cada caminho que eu faço
Acaba no seu olhar